Tratamento cirúrgico para obesidade requer avaliação multiprofissional




Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a obesidade é um dos dez maiores​ problemas de saúde pública, uma epidemia que já atinge 300 milhões de pessoas pelos cinco continentes. No Brasil esse cenário não é diferente e o número de indivíduos com obesidade evolui de maneira preocupante nas últimas três décadas, sendo que quatro em cada dez brasileiros atualmente estão acima do peso.


Por isso é tão importante buscar ajuda especializada, para evitar consequências mais graves. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. "A cirurgia bariátrica é indicada para paciente obeso, que tenham mais de 2 anos de tratamento clinico e sem resposta a este, entre 18 e 65 anos com IMC igual ou acima de 35kg/m2 que apresente outras comorbidades, como hipertensão e/ou diabetes, para aqueles com IMC igual ou maior de 40kg/m2 independente de apresentar ou não comorbidades", explica o cirurgião gastrointestinal RENNEL PIRES DE PAIVA. 


Segundo o profissional, a perda de peso depende de um conjunto de fatores que englobam a genética, ou seja, o metabolismo de cada organismo, além de problemas hormonais  e hábitos de vida como exercício físico e alimentação. "Na nossa sociedade, com a correria em que vivemos, o estresse e a baixa qualidade da alimentação também contribuem para dificultar a perda de peso, pois geram ansiedade que fazem com que a pessoa exceda na alimentação", ressalta.


A obesidade está relacionada a diversos males. Quanto mais alto o Índice de Massa Corpórea (IMC), maiores os riscos de diabetes, problemas cardiovasculares - incluindo AVC, doenças de articulações, apneia do sono, depressão, câncer, entre outros, afetando a qualidade de vida e a longevidade.


Nos casos de tratamento cirúrgico, o pré-operatório do paciente para a cirurgia bariátrica é fundamental, reduzindo as chances de possíveis complicações e aumentando o sucesso da cirurgia. A avaliação feita pela equipe multiprofissional permite estabelecer metas e modificar o comportamento do paciente. "O paciente deve ter em mente que a cirurgia não é uma solução mágica, ela precisa estar associada a atividade física e  uma reeducação alimentar para se ter um sucesso a longo prazo, e evitar que se ganhe peso novamente com o passar do tempo", explica o médico.

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